Autor: Stephan Klos Pugatch # [ Agosto/2006 ]
O início
Cheguei no aeroporto por volta de 14:30h. Ao chegar já me dirigi para pedir informações no balcão da NHT sobre o vôo. Me informaram que ele estava no horário e que sairia as 16:00h. Como ainda estava um pouco cedo para fazer o check-in, fui até o andar superior do aeroporto para ficar curtindo o movimento no terraço, junto com o amigo Tsuyoshi. Enquanto estávamos lá em cima observamos a chegada do "nosso" avião, sendo rebocado do pátio da companhia para a posição remota do pátio principal. O engraçado é o veículo de reboque utilizado para esta tarefa !!! Mas apesar de simples, achei muito legal a idéia pois trata-se de uma companhia nova e muito inteligente na administração dos seus recursos.
Às 15:15 desci para fazer o check-in. O processo foi muito rápido e simples, como não tinha bagagem para despachar só botaram as etiquetas na minha bagagem de mão e pouco tempo depois já estava com meu cartão de embarque e pronto para embarcar. Alguns minutos depois o amigo Fábio Fonseca chegou, e após fazermos o check-in dele nos dirigimos para o portão de embarque.
A espera no portão de embarque foi praticamente inexistente, em menos de 5 minutos estávamos entrando no ônibus da Infraero que nos levaria ao avião. Apesar do tempo chuvoso em Porto Alegre ocasionado pela passagem de uma frente fria, ao chegarmos lá pudemos observar que o nosso LET-410 E-20 UVP, prefixo PR-NHB (c/n 062637) é uma aeronave estava literalmente "zerada" mesmo, segundo o diretor da companhia ela tinha apenas 30 horas de vôo na ocasião da nossa viagem. E para nossa grata surpresa, a companhia batizou o PR-NHB com o nome da constelação "Antares".
Ao entrarmos no avião a nossa primeira impressão foi de que é realmente pequeno! Admito que isso possa ser um preconceito inicial de nossa parte, pois apesar do espaço interno ser pouco, para o que o avião se propõe (levar 19 passageiros para curtas distâncias) ele é extremamente eficiente e confortável. Essa nossa impressão pode ter sido causada inicialmente pois sentamos na primeira fileira de assentos, que acho que tem um espaço um pouco menor que as outras. Depois ao longo da viagem experimentamos outros lugares e estes se provaram bem mais confortáveis. Apenas como comparação, o "pitch" dos assentos é parecido com os aviões da Gol, há bastante espaço para as pernas. Talvez o único ponto negativo seja a falta de um compartimento superior para as bagagens de mão, mas elas podem ser levadas embaixo do banco tranquilamente.
POA - PET
A ida para Pelotas foi bem tranquila. Cruzamos no FL 060 a 182 kt ou 333 km/h. Como a frente fria estava ainda um pouco ativa na nossa rota, a primeira metade do vôo foi feita em condições IMC, dentro das nuvens. Ao passarmos Camaquã o tempo começou a abrir e a partir daí só foi melhorando.
A descida foi iniciada a uma distância bem razoável de Pelotas. O motivo: como a aeronave voa distâncias curtas e não há necessidade de subir muito alto ela não é pressurizada, por isso deve-se descer com uma razão máxima de 500 pés por minuto, para minimizar o desconforto causado pela variação de altitude consequentemente de pressão da atmosfera, o que geraria aquela dor de ouvido que todos conhecemos. Como começamos a descer bem longe, pudemos aproveitar toda a paisagem que rodeia a cidade, passando por pontos conhecidos numa altitude bem baixa.
Pousamos suavemente na pista 06 de Pelotas às 17:04h, 51 minutos depois de decolados. Após o pouso nos dirigimos para o pátio principal, onde todos desembarcaram.
PET - RIG
Ficamos em Pelotas por alguns minutos, e logo depois já embarcamos para Rio Grande. O vôo para esta localicade foi muito tranquilo, foi feito visualmente a 3.500 ft, o que nos permitiu apreciar todos os detalhes da paisagem.
Pousamos em Rio Grande bem perto do pôr do sol. Como esse aeródromo não opera vôos noturnos devido à falta do balizamento (que já está instalado mas ainda não foi homologado), teríamos que decolar ainda antes do sol. Como estávamos bem em cima da hora, a tripulação anunciou que não desligaria o motor direito, deixando este ligado para minimizar o tempo de acionamento dos motores e assim encurtar o nosso tempo de solo. Após o desembarque de 1 passageiro, o embarque de outro e uma certa correria com o horário, decolamos de Rio Grande no limite!!
RIG - PET
O trecho entre Rio Grande e Pelotas foi o mais curto de todos: foi feito a 1.500 pés e num tempo de 16 minutos!!! Às 18:18h pousamos em Pelotas novamente, desta vez onde permanecemos por mais ou menos uma hora em solo a fim de fazermos um lanche e tomarmos um café, que foi gentilmente oferecido pela equipe da NHT e pela simpática senhora do lanche.
PET - POA
Já era de noite e embarcamos de volta para Porto Alegre no vôo NHG 9201. Ao chegarmos na sala de embarque, a cena mais legal da viagem: a moça que anunciava o vôo estava tão nervosa por ser a primeira vez que mal conseguia falar! No fim todo mundo compreendeu e ajudou ela descontraindo o clima.
Depois de um vôo muito tranquilo novamente, pousamos em Porto Alegre as 20:55h local. Taxiamos de volta à posição remota, onde o ônibus nos levou até o terminal principal. Gostaríamos de destacar o excelente serviço prestado pela NHT LINHAS AÉREAS, feito com cordialidade, eficiência e rapidez, e também agradecer à toda equipe da NHT pela oportunidade inesquecível de acompanharmos o vôo que marca o nascimento de uma companhia aérea genuinamente do Sul, a qual nos orgulhamos muito e desejamos que tenha todo o sucesso que ela merece.
Em nome do Site AeroEntusiasta eu gostaria de agradecer publicamente ao jovem amigo, excelente fotógrafo e futuro piloto Stephan Klos Pugatch pela colaboração com este belo relato e fotos. Muito obrigado! (Fábio Luís Fonseca - www.AeroEntusiasta.com.br)