EXPO AERO BRASIL 2008
Texto e fotos: André Gustavo Werutsky - Site AeroEntusiasta
Entre os dias 19 e 22 de Junho, ocorreu no Aeroporto Urbano Ernesto Stumpf, em São José dos Campos - SP (SBSJ), a 11a. Expo Aero Brasil, evento que este ano foi voltado para o Trade de aeronaves e equipamentos.
Por ser a casa da EMBRAER e do Grupo de Ensaios em Vôo da Força Aérea Brasileira, o movimento de aeronaves da Embraer e da FAB neste aeroporto são constantes, bem como da aviação geral. Creio que este aspecto foi decisivo para a feira, visto que não aconteceram as apresentações de performance previstas das aeronaves à venda. Portanto, o vôo de aeronaves se restringiu a pousos e decolagens, principalmente da Embraer, decolando para provas.
Se soma a isso a ausência da Esquadrilha Oi que divulgou em seu site que não foi fechado acordo para seu comparecimento no evento, tendo sido tal informação usada indevidamente pela organização do evento conforme informativo no site da Extreme. (http://www.circoaereo.com.br/extreme/extreme_news.asp?did=6706).
No que tange à exposição estática, a feira estava repleta de aeronaves, com a presença de grandes empresas do setor, como a Cirrus com suas aeronaves em demonstração, a Cessna, reperesentada pela TAM, com um Grand Caravan, um Cessna 400 e um Cessna Stationliner entre outras do setor.
A Embraer se fez presente com o protótipo 001 do Embraer 195 e um Legacy em exposição estática, bem como com o mock-up do Phenom 100. Quem esteve na feira na quinta-feira pode ver um Phenom decolando do aeroporto para prova.
A feira teve ainda a presença de um ATR-72 da Trip, um Cessna que utilizava JET A1 e ilustre a presença de Gerrard Moss e seu famoso sertanejo RXE que utiliza no projeto rios voadores. Destaco a simpatia de Gerrard Moss que está sempre à disposição para conversar sobre a aviação e seu projetos.
A aviação militar foi representada por um F5, A1, ALX Super Tucano, P-95, Casa C-205 da FAB e um Esquilo e um Sea King da Marinha Brasileira, além da movimentação de aeronaves do GEEV ou que chegavam e saíam da base e, claro, a Esquadrilha da Fumaça, que teve uma apresentação curta em virtude das condições climáticas mas, contagiante como sempre. Cabe um destaque à atenção dada aos entusiastas e visitantes pelos pilotos da Marinha que estavam sempre à disposição para conversar sobre as aeronaves em exposição e sobre seu trabalho na aviação da Marinha.
Enfim, a exposição estática estava bem rica, mas o ponto negativo foi a ausência de vôos de performance bem como o alto preço do ingresso (R$ 50,00) e do estacionamento (R$ 30,00). Mas creio que o intuito da feira com o trade aeronáutico foi atingido e, corrigindo os pequenos erros, deverá se manter como um dos maiores eventos aeronáuticos do país e da América Latina.
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